
A cibersegurança deixou de ser apenas uma preocupação técnica. Hoje, ela influencia a continuidade das operações, a proteção de informações, a reputação e a confiança de clientes, colaboradores e parceiros.
Um diagnóstico de maturidade funciona como uma “fotografia”. Ele mostra onde a organização está, evidencia lacunas e ajuda a comparar a situação atual com o nível de proteção desejado.
O problema surge quando o resultado é tratado apenas como um relatório.
Uma empresa pode descobrir que possui baixa maturidade em gestão de acessos, resposta a incidentes ou conscientização dos colaboradores e, ainda assim, permanecer meses sem definir responsáveis, prazos ou indicadores.
Para gerar valor, cada conclusão do diagnóstico precisa ser convertida em quatro elementos:
Se o diagnóstico aponta baixa capacidade dos colaboradores para reconhecer ataques de engenharia social, por exemplo, a resposta não deve se limitar a “realizar um treinamento”.
É necessário conscientizar e preparar todos os colaboradores para reconhecer os riscos e a se comportar diante dele, além de como o aprendizado será avaliado e quais mudanças de comportamento serão acompanhadas.
O DBIR 2026, produzido pela Verizon, analisou mais de 22 mil violações de dados confirmadas.
Entre os resultados apresentados no relatório:
O relatório examinou 7.256 incidentes, dos quais 7.152 envolveram divulgação confirmada de dados. Intrusão de sistemas, ataques básicos a aplicações web e engenharia social formaram os principais padrões identificados.
Esses dados não significam que toda ocorrência relacionada ao fator humano seja resultado de negligência. Eles mostram que os criminosos exploram situações comuns do ambiente de trabalho: urgência, excesso de mensagens, confiança em colegas, pressão por resultados e uso constante do celular.
Uma ligação que parece vir da diretoria, um áudio solicitando pagamento, uma mensagem de fornecedor com dados verdadeiros ou um SMS sobre bloqueio de conta podem ser mais convincentes do que um e-mail mal escrito.
O Ministério das Comunicações também alerta que tentativas de phishing podem ocorrer por SMS, e-mail, aplicativos de mensagens, redes sociais, ligações telefônicas, QR Codes e páginas falsas.
Por isso, uma estratégia de conscientização baseada apenas no e-mail já não é suficiente.
Antes de adquirir novas ferramentas, a empresa precisa identificar quais atividades não podem parar.
Alguns exemplos:
Essa análise ajuda a direcionar recursos para riscos capazes de causar maior impacto financeiro, operacional ou reputacional.
Um sistema pouco utilizado e sem informações críticas pode exigir menos urgência do que uma conta de e-mail com permissão para autorizar pagamentos ou redefinir senhas.
Credenciais continuam sendo um alvo relevante. Contas administrativas, e-mails corporativos, sistemas financeiros, plataformas em nuvem e acessos remotos devem receber atenção prioritária.
Entre as medidas recomendadas estão:
O diagnóstico deve indicar não apenas se essas medidas existem, mas qual é sua cobertura. Não basta afirmar que a empresa utiliza autenticação multifator quando contas críticas continuam desprotegidas.
Os programas de Segurança da Informação e Cibersegurança precisam refletir os canais utilizados no trabalho cotidiano.
Os colaboradores devem estar preparados para reconhecer:
O objetivo não é fazer o colaborador decorar nomes técnicos. É prepará-lo para interromper uma ação automática, avaliar os sinais de alerta e confirmar a solicitação por um canal seguro.
Um treinamento de Engenharia Social ajuda a aproximar esses riscos da realidade dos colaboradores, mostrando como criminosos utilizam confiança, autoridade, curiosidade, medo e urgência para influenciar decisões.
Simulações de phishing continuam relevantes, mas também precisam evoluir.
Se a organização enfrenta riscos por WhatsApp, telefone, SMS ou QR Code, testar apenas o e-mail deixa parte importante da exposição sem avaliação.
A TBphishing, plataforma de simulação de phishing da TothBe, permite trabalhar campanhas envolvendo phishing, smishing, vishing e quishing.
As simulações devem ser planejadas com critérios éticos, proteção aos participantes e foco educativo. O resultado não deve ser usado para constranger pessoas, mas para identificar situações nas quais processos, comunicações e treinamentos precisam melhorar.
Também é importante não avaliar o programa somente pela taxa de cliques.
Outros indicadores podem revelar melhor a evolução da cultura de segurança:
O colaborador pode reconhecer uma fraude e ainda assim não saber o que fazer.
Toda empresa precisa oferecer um canal claro para comunicar mensagens suspeitas. Esse canal pode ser um botão no e-mail, endereço específico, formulário ou contato interno, desde que seja simples e fácil de localizar.
O procedimento deve responder a perguntas básicas:
Quanto menor o tempo entre a identificação e o reporte, maior a possibilidade de limitar os impactos.
Uma cultura de segurança madura não pune quem comunica rapidamente um erro. Ela facilita o reporte para permitir uma resposta mais eficiente.
TI, RH e Compliance possuem responsabilidades complementares
A maturidade em cibersegurança não deve ficar concentrada em uma única área.
| Área | Responsabilidades prioritárias |
| TI e Segurança da Informação | Implementar controles técnicos, proteger identidades, monitorar eventos e responder a incidentes. |
| RH | Inserir a segurança nos processos de integração, capacitação, mudança de função e desligamento. |
| Compliance | Relacionar riscos cibernéticos a políticas, terceiros, privacidade, canais internos e obrigações de governança. |
| Lideranças | Apoiar os procedimentos, evitar atalhos e demonstrar comportamentos seguros. |
| Comunicação Interna | Manter campanhas claras, frequentes e adaptadas aos diferentes públicos. |
A colaboração entre essas áreas permite que o diagnóstico deixe de ser exclusivamente técnico e passe a orientar decisões de negócio.
Uma plataforma EAD gamificada também pode ajudar a ampliar o alcance dos treinamentos, acompanhar participação, avaliar a aprendizagem e gerar evidências de realização.
Um treinamento efetivo não é medido apenas pela sua conclusão. Ele deve produzir ações verificáveis no ambiente de trabalho.
Essas ações se transformam em comportamentos que aproximam conscientização, governança e capacidade de resposta.
Eles também oferecem indicadores mais úteis do que simplesmente verificar se o colaborador assistiu a um conteúdo ou concluiu uma avaliação.
Ao final desse período, a empresa deve conseguir demonstrar não apenas que identificou seus riscos, mas que adotou medidas concretas para reduzi-los.
Isso significa proteger acessos, definir responsabilidades, preparar a resposta a incidentes e desenvolver comportamentos seguros no trabalho real — inclusive fora do e-mail.
A TothBe apoia empresas na conscientização de colaboradores sobre Segurança da Informação, Cibersegurança e Engenharia Social, utilizando conteúdos aplicáveis, linguagem clara, avaliações, simulações e experiências de aprendizagem voltadas à mudança de comportamento.
Transforme a PSI da empresa em um treinamento animado e gamificado; o diagnóstico de maturidade em comportamentos mais seguros. Conheça as soluções de conscientização em Segurança da Informação e Cibersegurança da TothBe.
Fale com a TothBe: contato@tothbe.com.br